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As aplicações da eletroestimulação de corpo inteiro vão além dos treinos de condicionamento físico e na reabilitação de pacientes. O médico José Pacheco Ribeiro, da clínica THE – Centro Thereza Pacheco, de Recife, tem utilizado o método para tratamentos complementares aos procedimentos dermatológicos e estéticos desde 2019.

Além dos tratamentos com Laser Fotona Dynamis, para reduzir gordura localizada e melhora da flacidez, o médico utiliza a tecnologia alemã miha em pacientes com o objetivo de oferecer fortalecimento muscular e contribuir para a firmeza da pele. “O fortalecimento muscular não melhora o tecido da pele e a produção de colágeno. Mas é um complemento que considero extremamente importante”, diz Pacheco, que conversou com o blog da miha Brasil para falar mais sobre o uso da EMS na área estética.

Como surgiu a ideia de unir os tratamentos dermatológicos à eletroestimulação para o fortalecimento muscular?

A ideia surgiu de uma das fisioterapeutas que trabalha com a gente e que conheceu a eletroestimulação com o professor Francimar Ferrari, em 2019. E nós nos encontramos, discutimos sobre qual seria a ideia e resolvemos fazer um projeto-piloto. Depois de três meses, decidimos que iríamos incorporar a miha dentro de nossa rotina. Foi quando nós adquirimos o equipamento e fizemos o treinamento teórico e prático.

Como a eletroestimulação de corpo inteiro atua na melhoria da pele?

Os tratamentos corporais com fortalecimento muscular foram incluídos na clínica pois melhoram indiretamente a flacidez da pele. O fortalecimento do músculo melhora a sustentação da pele, porque quando ele se retrai ele puxa a pele. O fortalecimento muscular não melhora o tecido da pele, a produção de colágeno, isso ele não faz. Mas é um complemento que considero extremamente importante. O tratamento também determina um maior consumo calórico, ajudando no controle do peso corpóreo.

Em quais casos o tratamento é procurado?

À medida que a idade vai avançando, depois dos 50 anos, há tendência de redução da massa muscular. E quando ocorre isso no braço ou na perna, a pele fica flácida, são queixas frequentes nessa faixa etária. E o fortalecimento muscular busca de combater a flacidez, pois devolve a massa muscular. Se o músculo não está rígido isso será transmitido para a pele, haverá flacidez. A eletroestimulação muscular é realizada em uma ou duas sessões por semana durante três a quatro meses.

Além disso, há também tratamentos estéticos para os mais jovens?

As mulheres gostam de desenvolver os glúteos e a eletroestimulação muscular é uma das melhores formas de melhorar o “ Pump Up ”, pelo fato de haver um grande recrutamento de fibras ativadas nessa região pela EMS. O tratamento também ajuda para que o bumbum fique mais empinado e durinho.

O tratamento ajuda também no combate à celulite?

A celulite é a diminuição de fluxo sanguíneo. Quando trabalho com musculatura, eu aumento o fluxo sanguíneo, melhorando a celulite das pacientes. Isso não significa que vai acabar com a celulite, porque ela é determinada geneticamente. Mas haverá melhora estética.

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Por Michelle Dignitus • 11 de fevereiro de 2025
Curso inédito da miha oferece aplicação teórica e prática da eletroestimulação em idosos Curso será realizado, de forma online, nos dias 22 e 23 de março, e é inicialmente voltado para quem já possui alguma experiência no uso da tecnologia O Brasil, assim como muitos lugares do mundo, tem se deparado com o fenômeno do envelhecimento acelerado, aumento da expectativa e qualidade de vida de suas populações. Atualmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 15% dos brasileiros possuem 60 anos ou mais, e a expectativa é que eles sejam mais de 30% por volta de 2050, além de representar uma das forças econômicas e de consumo. É necessário olhar com olhar mais apurado a população idosa e buscar por ferramentas e conhecimentos que ofereçam aumento na qualidade de vida desse grupo tão importante. Especialmente para quem é profissional da saúde, como fisioterapeutas, médicos e professores de educação física, atualizar conhecimentos nunca é demais. Pensando nisso, a miha Brasil , marca pioneira e mais tradicional de eletroestimulação de corpo inteiro (WB-EMS), se uniu à sua embaixadora Nícia Rocha para criar um curso inédito no mercado, cujo objetivo é o de discutir e ensinar aplicações e práticas com a tecnologia em idosos. Segundo Nícia, que é especialista em reabilitação e trabalha com WB-EMS desde 2019, a ideia de desenvolver o curso de especialização surgiu da necessidade de compartilhar seus conhecimentos com um grupo maior de profissionais. “Para se trabalhar de forma eficaz com idosos, é preciso entender antes aspectos fundamentais, como a parte fisiológica de cada paciente, além de saber como deve ser o trabalho com grupos com risco de fragilização e outros com o perfil robusto. É preciso aprender a usar os protocolos corretos e as correntes para cada um dos casos, doenças. É muito importante ter conhecimento da parte clínica para saber como oferecer o melhor para cada caso”, destaca. A profissional de Belo Horizonte espera que o novo curso possa abrir a mentalidade de profissionais da saúde e que eles consigam enxergar o idoso de forma completa e entenda que, trabalhar com esse grupo é bem diferente do que trabalhar com um adulto saudável. “O idoso possui uma série de nuances, e, com nosso envelhecimento, também chegam desafios como o declínio da massa muscular e a maior dificuldade em ganhá-la. A eletroestimulação de corpo inteiro, aliada de forma inteligente a outras ferramentas, pode ajudar no aumento da cognição, força, equilíbrio, prevenção de quedas. Mas para se alcançar isso, o profissional precisa obter a teoria e prática em sua formação”.
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